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Dois filmes que hoje recomendo com ênfase cercam o assunto de que muito do que sofrem as belas por carinho. As fitas que celebro são Blue Valentine, de Derek Cianfrance, e Amor e letras/ Liberal arts, de Josh Radnor, ambas se apresentam nestes dias em salas de Espanha. Todos nós sabemos que houve épocas em que o esquisito foi combinado com o mal moral e momentos históricos de fato desanimado para as pessoas que nascesse mulher. Eco dedica um suculento capítulo de seu curso às manifestações misóginas da arte entre a Idade Média e o barroco, por exemplo.

Amor e letras’, de e com Josh Radnor (Ted Mosby em ‘Como eu conheci sua mãe’). A contrafigura é Jesse/Radnor, um adulto-jovem como quase todos os seres humanos, mas com um humor sentimental que lembra o do jovem Woody Allen. E dessa maneira é que Jesse fornece várias voltas em volta a suave e cândida senhora que não quer dizer que “não”, porém não que “sim”.

Trailer de ‘Blue Valentine’. Dean em um de seus primeiros aproximações a Cindy. O que segue, tem a força (inclusive guerra corporal) daqueles desamores com os que nos rasgar John Cassavetes ou Michelangelo Antonioni. Por que a existência é às vezes tão assimétrica como a feiúra? Especialistas todos em motivos de subirnos ao palco existencial sem roteiro, acho que muitos de nós calibrado uma vez a questão da sorte (ou má sorte) dos bonitos/as.

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o que é o carinho? e no terreno do sexo? Qual a quantidade de nitidez pela própria assimilação, e o quanto o espelho que nos brindam com os outros? Acabamos com Umberto Eco, já que bem como a feiúra depende, segundo ele, de “diversidade de reações que suas diferentes formas suscitam, em nuances comportamentais com que se reage”. Daí a sua proposta de ceder-lhes a explicação pra bruxas do primeiro ato de Macbeth, no momento em que gritam: “O lindo é feioso e o horroroso é lindo”.

Essa impossibilidade de união se reflete por intervenção de uma oração subordinada condicional, a qual reflete circunstâncias impossíveis de haver na realidade (a todo o momento, desde o raciocínio da voz poética feminina). Você domina que numa suporte condicional, pra que se dê a ação principal (reconciliação) faz inexistência que se dêem novas ações anteriores (“ser uma pessoa melhor” e “sofrer”).

Sem estas ações anteriores à oração condicional, não se conseguirá executar a ação principal: só quando você alterar e passes tão mal como eu passei, desse jeito, voltaremos a estar juntos. Lembre-se que ela não confia na transformação pra melhor do ser humano, deste modo, dada por inadmissível o perdão e não está disposta a oferecer o teu braço a torcer, nem ao menos a fazer o mesmo que ele.

A separação resultará no homem, uma desorientação em sua existência, já que não saberá o que fazer ou pra onde encaminhar-se: “Onde te leva a sorte, você será um barco perdido”. É o assunto clássico de uma pessoa que precisa de outra para ceder significado à tua vivência. Como vedes, a voz poética feminina é caracterizada com um amplo matiz psicológico e profundidade introspectiva (com várias contradições, estando um protagonista muito natural). Vemos vitalista e otimista, a princípio, e mais perturbadora (sem quebrar) à quantidade que progride a canção. Tem umas ideias claras no reflexionar, todavia “escuras” pela hora de expressar, através das metáforas e dos símbolos).

Algumas noções métricas e estilísticas antes de terminar: A música se suporte em duas partes, cada uma delas com duas estrofes principais, uma estrofe de mudança pro refrão, e duas estrofes de verso. As duas primeiras estrofes são serventesios, em versos que, com o esquema de rima ABAB. Tanto as entradas para os estribilhos como os estribilhos são versos, formando cuartetas com o esquema de rima abab.

As expressões se relacionam com o campo semântico do marinho (barco, galeão, pequeno, mar, pañolito, bandeira, etc…), por causa de a metáfora que dá título ao dístico baseia-se precisamente numa grande marina. Pouco durou a alegria! O nosso neste instante s’ha acabao! Nós Somos a noite e er dia! Cada um por tua lao! Até o próximo dia!

Editado por regenerador, 22 de novembro de 2014 – 18:10 . O personagem da dístico adota uma postura de recrear-se pela aflição, de se alegrar em sua miséria emocional, de interrogar e experimentar tuas próprias penas até acabar totalmente afundado. A mim me lembra muito o protagonista de “As noites lúgubres” de Cadafalso. Ou será que está numa taverna de má morte e pede ao garçom lhe serve um copo de vinho?

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