Paixão E Tragédia Russa De A Bela Lina Prokofiev 2

Paixão E Tragédia Russa De A Bela Lina Prokofiev

Foi uma sexta-feira de manhã, quando o telefone tocou na casa parisiense de Lina. Ainda trazia pela mão a vasilha de café fumegante do que incertamente se separava, quando levantou o fone de ouvido pra responder. Pensou que seria de Portugal, para expor que haviam localizado a certidão de nascimento de seu pai. Ao atender o que a sua colega Joan Downes tinha que expor nem ao menos ouviu como a xícara de porcelana é estrellaba contra o chão.

A notícia lhe roubou o fôlego. O traçado das letras de essa confissão íntima e dolorosa, correspondia-lhe a ela e a ninguém mais. Mas essa parcela de intimidade, mesmo que fosse a chave de por que uma história de carinho se viu perturbada por acontecimentos históricos do século XX, de luzes e de sombras, lhe pertencia somente a ela. A aeronave que levava a madrid desde Paris até Londres para tentar parar o leilão dos manuscritos, a memória de Lina ia mais velocidade que os batimentos de seu coração.

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Estranhou a mão de Sergei apertando a tua, pra infundirle sensatez, como costumava fazer antes de cada lançamento, quando as luzes do teatro se apagavam. Fechou os olhos pra tentar fazer com que as lembranças não começarem a doer muito, já que neles havia achado a única desculpa para prosseguir vivendo. Abandonada em suas lembranças, ele podia ver de perto o sol, regar de luminosidade Notre Dame. Foi comemorando o novo ano de 1924 numa mesa de Prunier, um dos melhores restaurantes de Paris, onde mais tarde dividiríamos perto Hemingway uma referência de ostras acompanhada de certas taças de Sancerre.

Coco Chanel tinha desculpa. A memória é feminina. Quando os dedos de Prokofiev começaram a percorrer o teclado do surpreendente Steinway que presidia o palco, interpretando o Concerto para piano nº 1, Lina começou a tremer, entrando numa tensão desconhecida pra ela. Não tinha ouvido nada semelhante em sua existência, como também não tinha visto interpretar de uma forma tão veemente. Quando a música cessou e Prokofiev retirou de repente as mãos do piano, a sala explodiu.

Lina não conseguia parar de aclamar até que sentiu como os olhos azuis dele escavadas na dos seus. Por um instante, o mundo se concentrou nessa espiar. Serguei e Lina, tornaram-se inseparáveis. A princípio, viveram a tua história de carinho pela clandestinidade, contudo não tardaram em deixar-se visualizar as festas, os shows, ocasionando-se o casal mais procurada da existência social pela cidade de nova york. Todos queriam comentar com eles, especialmente com Lina. O apelo da jovem espanhola começava a ser o conteúdo mais comentado nos círculos artísticos de Nova York.

Todos queriam conhecê-la, observar de perto a tua lindeza latina, ter a escolha de estabelecer uma conversa com a misteriosa espanhola e até já ouvir novas de suas interpretações vocais para as quais em tal grau se preparou. Em Paris, Lina, viveu o teu momento mais feliz. A vida do casal em Paris era plena e os sucessos dele aconteciam por toda a Europa e EUA. O governo russo não parou de enviar emissários a França com o único propósito de convencer Prokofiev.

A ordem de Stalin em 1936, era ter alegre ao recém-recuperado compositor. Estreias, montagens, shows, inclusive a própria Lina fez suas apresentações em rádio e teatro. Mas, pouco a insuficiente, a União Soviética ficou um sussurro constante tenebroso fundamentada na intriga e as delaciones, apesar de que Serguei continuava sem ansiar ouvi-lo. Só lhe interessava o que saía de seu piano. Nem mesmo a prisão e desaparecimento de amigos e companheiros, que lhe fez analisar a tua decisão de permanecer em Moscou.

Quando quis ceder ouvidos às súplicas de Lina, pedindo que deixassem a nação, já foi demasiado tarde. Lina foi para a prisão. Os acontecimentos se precipitaram. Serguei abandonou a família para deslocar-se com tua nova conquista pra surpresa de todos. Diante da possível entrada das tropas alemãs em Moscou, o governo de Stalin evacuou uma enorme fração dos artistas ao Cáucaso. Se tentassem corriam o risco de serem presos, torturados e enviados para o gulag, tal eles como seus familiares. Foram oito anos que passou Lina no gulag.

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